quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Trabalhando com projetos

De: Dácio G. Moura; Eduardo F.Barbosa

Projetos surgem a partir de contextos em que mudanças profundas precisam ser feitas, porém de um modo seguro e planejado, devido ao fato de que muitas vezes alterações cotidianas não suprem mais as necessidades. Ao longo do texto o autor explica que um projeto educacional é um processo finito com objetivos claros, definidos de acordo com as necessidades e interesses dos indivíduos (ou instituições) envolvidos.
            Para o autor, os projetos educacionais devem ter o objetivo de desenvolver a competência dos alunos dando maior oportunidade e base para que o mesmo tenha consciência do meio em que vive e do seu lugar neste contexto, além de servir como enriquecimento e trocas de experiência entre os envolvidos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Repensando a Didática – Ilma Passos Alencastro Veiga (coord.) REPENSANDO A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

De: Vani Moreira Kenski.

O tema principal do texto é o processo de avaliação, a autora começa nos falando que em todos os momentos de nossas vidas estamos avaliando, julgando algo, todos os dias tomamos decisões mesmo tendo poucos dados sobre o que se é emergente julgar, e que a reflexão sobre a ação – tendo um resultado positivo ou negativo – consolida nossas percepções e também orienta nossas práticas; a “avaliação implica a existência de um processo anterior – do qual cada momento é resultante – e de um produto, um resultado que, dialeticamente, encaminha a pessoa para novos procedimentos.
Logo Vani começa a falar da avaliação discente, feita pelo professor/avaliador, dizendo que uma das competências do docente é a de “emitir juízos” sobre o trabalho, desempenho do aluno, que nem sempre sabe, tem a transparência nos critérios usados pelo professor para efetuar tal avaliação.
Assim como na vida cotidiana, o ato de avaliar está presente em todos os momentos em sala de aula também; esse processo de avaliação é como um fio condutor, uma ponte, para a interação professor/aluno, conteúdos a serem trabalhados e deve servir como impulso para novas realizações no âmbito pedagógico.
A autora fala que aprender significa “saber trabalhar individualmente e em grupos utilizado o conhecimento como matéria-prima para novas realizações” e “avaliar a aprendizagem[..] de todos os alunos, é refletir permanentemente sobre as finalidades e os objetivos de que vem sendo trabalhado, experimentado e vivenciado, no cotidiano das aulas” não só os testes e trabalhos isolados da vida escolar e extra-escolar dos discentes. O bom professor é aquele que vai além da simples transmissão de “conhecimento”, é o que estimula o aluno a trabalhar com os “conhecimentos” disponíveis, ir além das informações, aprendendo, produzindo, criticando.
Por fim ela diz que “A avaliação só encontra sentido no processo amplo da educação quando é pensada, planejada e executada tendo como objetivo auxiliar essas pessoas, sejam professores e/ou alunos, a aprender mais e melhor, a reorientar seus caminhos[...]”

sábado, 9 de outubro de 2010

Trabalhando com Projetos

De: Dácio G. Moura, Eduardo F. Barbosa.

O texto aborda a problemática dos projetos, principalmente os projetos educacionais, tendo como objetivos, caracterizar o ambiente de projetos; demonstrar a diferença entre projetos e atividades de rotina; mostra as vantagens de uma cultura de projetos para a melhoria de sistemas educacionais.
A gestão de projetos fixou-se como disciplina no campo da Administração a partir da década de 1960. No âmbito educacional os primeiros projetos de ensino, destinados a produzir novos recursos didáticos desenvolver novos métodos de ensino, inovar no que tange os conteúdos curriculares.
*Por que trabalhar com projetos?
Os projetos apresentam um caminho mais seguro para a introdução de mudanças e inovações nas organizações humanas; quem trabalha na gestão de projetos crescem com novas experiências vividas, obtêm novos conhecimentos e novas habilidades, posto que os projetos são atividades instrutivas, os métodos envolvidos no trabalho com projetos  fornecem a estrutura, foco, flexibilidade e controle para realizações de mudanças dentro de prazos e recursos limitados.
*O que é um projeto?
O texto tem como foco principal os projetos educacionais, com isso em mente os autores fornecem as características de tais projetos:
- Atividades orientadas para a realização de objetos específicos.
- Têm uma duração finita, com um princípio e um fim bem definidos.
- São atividades voltadas para a realização de algo único, exclusivo.
- Os recursos disponíveis são limitados (pessoas, tempo, dinheiro etc.).
- Apresentam dimensões de complexidade e incerteza (ou risco) em sua realização.
- Surgem, em geral, em função de um problema, uma necessidade, um desafio ou uma oportunidade (de uma pessoa ou instituição).
É bom atentar para o fato de que projetos educacionais não ficam restritos a área da educação (escolas, universidades...)
*Todo projeto é um trabalho, mas nem todo trabalho é um projeto. As atividades voltadas para a rotina têm como fim a manutenção de um nível de desempenho funcional, por exemplo: processos administrativos; emissão de documentos; registro acadêmico; enquanto as atividades orientadas para projetos apresentam como fim a mudança desses níveis através da melhoria de processos, da solução de problemas, atendimento de necessidades etc. ex.: implantar uma nova metodologia de ensino; rever e reformular organização curricular; aumentar o número de alunos que atende. Por fim a atividade rotineira pode ser automatizada podendo ser executada por máquinas, por sua vez, um projeto sendo uma atividade eminentemente criadora depende essencialmente da participação humana.
*Uma proposta de tipologia de Projetos Educacionais
Por haver uma quantidade grande de projetos, ou qualificações de projetos na área educacional existe uma grande dificuldade na compreensão sobre o desenvolvimento dos mesmos, mas o que temos que ter em mente é que um tipo de projeto pode abranger atividades que seriam de um outro tipo de projeto, mas a atividade predominante é que utilizamos para a classificação do tipo de projeto que está à ser desenvolvido.
*Cultura de Projetos na Educação; uma cultura de projeto ou um hábito de bom planejamento e gestão são raros, o que se faz muito atualmente são quase projetos segundo os autores. Um problema na fabricação de uma cultura de gestão é a dificuldade em avaliar e/ou observar seus resultados (projetos educacionais), porquanto os meios para tal avaliação dependem de instrumentos mais complexos do que instrumentos para avaliação de projetos de produtos, que é algo muito mais tangível para uma avaliação.
*Tamanho complexidade e incerteza de projetos;
O tamanho do projeto está ligado com o volume de recursos físicos, financeiros, e humanos envolvidos no seu desenvolvimento. A complexidade está relacionada com a quantidade de variáveis envolvidas, dificuldade de compreensão dos conceitos etc., e a incerteza caracteriza-se pelos fatores de comprometimento externo e deficiências ou inadequações do plano de ação.
Por fim os autores elucidam sobre a diferença entre programa e subprojetos, que são termos para determinar projetos de diferentes tamanhos no sistema educacional. Programa “é um conjunto de projetos que são gerenciados de forma organizada e coordenada”. Subprojeto “é uma parte de um projeto de grande porte. Alguns projetos grandes podem ter uma ou mais de suas fases consideradas como um subprojeto.”


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A Prática Educativa: Como Ensinar


De: Antoni Zabala

            O autor estrutura o texto de forma que seja possível a compreensão das dos objetivos e etapas que compõe a prática educativa reflexiva. O principal argumento exposto pelo autor durante a dissertação é referente à complexidade do processo ensino/aprendizagem da forma como é praticamente impossível prever os rumos que cada situação pode tomar; outro ponto determinante no texto é referente às diversas formas de avaliação e variáveis tanto na intervenção quanto na seqüência e de que modo isto pode afetar no resultado das aulas.
            Por fim, o autor expõe um quadro em que são situados os diferentes elementos para a análise prática .

            Quadro 1.1

A nova lógica do ensino na sociedade da informação.

    
    De: Vani Kenski


A autora trata do atual período como a “sociedade da informação”, devidoà aceleração das alterações tecnológicas, “reestruturações permanentes” das áreas do conhecimento e “democratização” dos meios de apropriação das informações disponíveis, além da crescente possibilidade de interação de diferentes instituições.
            Nesse meio, o modelo tradicional de educação que prioriza a fabricação em massa de alunos reprodutores de conhecimentos objetivos não satisfaz mais as necessidades dos mesmos.
            Para a utilização plena das ferramentas disponíveis seria necessária uma profunda mudança nas formas de ensino e não apenas uma adaptação das tradicionais metodologias. Segundo essa premissa de ensino, o professor sofre um deslocamento das funções exercidas no modo tradicional de lecionar incorporando uma nova atitude frente aos discentes, formando com estes equipes em busca do aprofundamento contínuo através dos usos das novas ferramentas, como chats, videoconferências ou outras formas de interação aluno-professor à distância ou semipresenciais. Através dessas novas organizações é possível o deslocamento do espaço/tempo, permitindo que os participantes possam interagir de acordo com as suas possibilidades.

Comentário: Como a própria autora afirma nas partes finais do texto, para ser possível tal extensão dos novos métodos de ensino seria necessária uma profunda mudança social no nosso país, algo que provavelmente levará muito tempo, se é que acontecerá. Embora nesse sentido nos pareça até utópico pensar num Brasil onde a profunda desigualdade seja fator determinante para que uma grande parcela da população se preocupe apenas com a questão da sobrevivência; fazendo com que a reprodução, massificação e mesmo “animalização” das mesmas sejam postas em primeiro plano em detrimento da educação no sentido totalizante da palavra.
A autora expõe um texto muito interessante onde são abordadas questões importantes para a mudança de paradigmas na educação atual e democratização das ferramentas e informações disponíveis.





Os Quatro Pilares da Educação

Autor: Jacques Delors.


O texto analisa o que pode abordar a educação de nosso tempo. Quais são os desafios e os novos objetivos que se devem ter em face da nossa nova realidade pós transformações mundiais. Para isso, o autor propõe a importância de quatro pilares básicos que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.
            Na questão “aprender a conhecer”, a preocupação de Delors é com a questão da redução intelectual que sofre o especialista ao não aceitar novas abordagens e confiar-se exclusivamente à sua ciência. Para isso, ele aponta como necessário o estímulo desde cedo nas crianças ao conhecimento. O aluno precisa sentir-se instigado pelo “conhecer” e buscar sempre mais “bagagem” ao longo de sua trajetória; fazer com que ele se sinta com vontade de buscar mais conhecimento mesmo depois de formado na escola, que não se sinta satisfeito apenas com aquilo que a escola o atribuiu.
            Apesar de o autor considerar o conhecer inseparável do fazer, há de relevar a grande diferença desta com o pilar “aprender a fazer”, pois este acompanha uma realidade nacional, ou seja, se a economia for industrial, o fazer precisa estar ligado às novas tendências de mercado, a simples reprodução já não é o suficiente e atender ao desenvolvimento do mercado e de produção é cada vez mais necessário.
            No pilar denominado pelo autor como “aprender a viver juntos”, aborda meios de se retratar as diferenças entre as pessoas, mas estreitar suas relações apontando para o viés do respeito, interesses em comum e etc., isso faz com que os alunos cresçam olhando para as pessoas que não compartilham de sua cultura, como um semelhante.
            No “aprender a ser”, encontra-se a síntese de toda a educação, o que ela fez do aluno. Na totalidade, isso representa ver os educados crescerem com uma formação intelectual, crítica e humana mais aguçada, que vai ao encontro de uma melhor qualidade de vida.

Resumo elaborado em aula:
Aprender a conhecer:
  • Aprender a aprender;
  • Exercitar a memorização, atenção;
  • Apropriação do conhecimento científico;
  • Prazer da descoberta, pesquisar.

Aprender a fazer:
  • Conhecimento em prática (praxis);
  • Aquisição de habilidade;
  • Profissionalização;
  • Aprendizagem social;
  • Preparar para mudanças (adaptação).

Aprender a viver juntos:
  • Conviver com as diferenças;
  • Empatia;
  • Projetos comuns;
  • Diversidade;
  • Cooperação.

Aprender a ser:
  • Homem como totalidade;
  • Desenvolver a crítica e a reflexão – juízos próprios;
  • Descoberta de si.

Ainda dentro do pilar “aprender a ser”, podemos ressaltar que ele consiste em valorizar a formação intelectual do aluno que o vai situar dentro da sociedade. Para isso, a educação vai presidir um processo dialético para o conhecimento de suas origens baseado no processo de formação social. Conhecer a sociedade é entender as hierarquias pré-estabelecidas na qual o aluno está inserido e não se dá conta. Aprender a ser, também pode estar ligado com a valorização e a descoberta de aptidões que cabe ao educador reconhecer e apontar, ajudando o aluno a desenvolvê-la.
      Para concluir, entende-se esse processo como um ideal bastante interessante se levado à tona na educação de uma sociedade como um todo. Mais do que simples método, deve ser entendido como um meio fundamental de orientação social dos educadores para com seus alunos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Reproduzindo Tendências Pedagógicas

Por: Cipriano Luckesi


            O que o texto procura trabalhar é o estreito laço visível (material ou ideológico) entre pedagogia e filosofia. Dentro desta concepção, entram os quesitos que são fundamentais para a formação ou mesmo entendimento de uma tendência filosófica, que são a política, a economia, a cultura e etc. Para melhor entender esta relação educacional/existencialista, o autor Cipriano Luckesi pontua as diferentes tendências pedagógicas existentes dentro da concepção liberal e progressista. Todas elas representam suas ligações com os ideais e/ou intencionalidades da educação e a posição da escola dentro da sociedade em questão, sempre incluída em uma determinada maneira de pensar e agir.
            Cipriano separa as tendências nos seguintes termos:
1. Pedagogia liberal;
1.1 Tradicional: Consiste em legitimar a existência do sistema capitalista e seus mecanismos através de métodos de educação, pois prepara os indivíduos para a realidade classista;
1.2 Renovada progressivista: Consiste em calcar o aluno dentro da realidade social, fazendo se conhecer a si próprio para que sobreviva dentro dos mecanismos capitalistas. Difere da tendência tradicional na questão do conhecimento da realidade e não de “enquadramento”;
1.3 Renovada não-diretiva: Nesta tendência, o foco é o aluno. O professor trabalha elementos que favoreçam o desenvolvimento pessoal do indivíduo para a sua vida;
1.4 Tecnicista: O objetivo é preparar o indivíduo para as necessidades do mercado. Para isso, se vale de elementos behavioristas e tecnológicos;
2. Pedagogia progressista;
2.1 Libertadora: Trata-se de uma tendência de cunho crítico. Vai na contramão do grande pressuposto liberal que é a mecanização do aluno ou formação exclusiva para o mercado. Tem como grande idealizador o educador Paulo Freire;
2.2 Libertária: Esta tendência tem por característico a preparação de alunos autônomos frente a realidade e sua posição social;
2.3 Crítico-social dos conteúdos: Tem o aspecto do conteúdo como primordial, pretendendo apresentar ao aluno todas as contradições e dificuldades da realidade social. Pretende fazer com que o aluno leve sua bagagem crítica para o meio de trabalho que irá viver.
            O autor ainda finaliza na defesa de uma educação que priorize a formação do espírito crítico do aluno. Na sua condição de educadora, a escola precisa trabalhar pressupostos que façam com que o homem deixe, segundo o autor, a sua condição de “dominado” e passe a questionar a sociedade e o mundo a sua volta.