domingo, 26 de setembro de 2010

Reproduzindo Tendências Pedagógicas

Por: Cipriano Luckesi


            O que o texto procura trabalhar é o estreito laço visível (material ou ideológico) entre pedagogia e filosofia. Dentro desta concepção, entram os quesitos que são fundamentais para a formação ou mesmo entendimento de uma tendência filosófica, que são a política, a economia, a cultura e etc. Para melhor entender esta relação educacional/existencialista, o autor Cipriano Luckesi pontua as diferentes tendências pedagógicas existentes dentro da concepção liberal e progressista. Todas elas representam suas ligações com os ideais e/ou intencionalidades da educação e a posição da escola dentro da sociedade em questão, sempre incluída em uma determinada maneira de pensar e agir.
            Cipriano separa as tendências nos seguintes termos:
1. Pedagogia liberal;
1.1 Tradicional: Consiste em legitimar a existência do sistema capitalista e seus mecanismos através de métodos de educação, pois prepara os indivíduos para a realidade classista;
1.2 Renovada progressivista: Consiste em calcar o aluno dentro da realidade social, fazendo se conhecer a si próprio para que sobreviva dentro dos mecanismos capitalistas. Difere da tendência tradicional na questão do conhecimento da realidade e não de “enquadramento”;
1.3 Renovada não-diretiva: Nesta tendência, o foco é o aluno. O professor trabalha elementos que favoreçam o desenvolvimento pessoal do indivíduo para a sua vida;
1.4 Tecnicista: O objetivo é preparar o indivíduo para as necessidades do mercado. Para isso, se vale de elementos behavioristas e tecnológicos;
2. Pedagogia progressista;
2.1 Libertadora: Trata-se de uma tendência de cunho crítico. Vai na contramão do grande pressuposto liberal que é a mecanização do aluno ou formação exclusiva para o mercado. Tem como grande idealizador o educador Paulo Freire;
2.2 Libertária: Esta tendência tem por característico a preparação de alunos autônomos frente a realidade e sua posição social;
2.3 Crítico-social dos conteúdos: Tem o aspecto do conteúdo como primordial, pretendendo apresentar ao aluno todas as contradições e dificuldades da realidade social. Pretende fazer com que o aluno leve sua bagagem crítica para o meio de trabalho que irá viver.
            O autor ainda finaliza na defesa de uma educação que priorize a formação do espírito crítico do aluno. Na sua condição de educadora, a escola precisa trabalhar pressupostos que façam com que o homem deixe, segundo o autor, a sua condição de “dominado” e passe a questionar a sociedade e o mundo a sua volta.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Adeus professor, adeus professora?: novas exigencias educacionais e profissão docente.

De: José Carlos Libâneo. 


O texto aborda um assunto muito discutido atualmente entre os profissionais da educação, e sociedade em geral, porquanto a educação é assunto pertinente a todos que com ela têm contato; esse tema é a tecnologia na educação, texto emerge questões como “Terá chegado o tempo em que não serão mais necessários os professores?” ou “A instalação de computadores e de outros meios tecnológicos nas escolas substituirá o professor?”, e argumenta em defesa do papel da escola e dos professores.
            Após um quadro geral sobre mudanças, econômicas, políticas, no campo ético, vida cotidiana, na sociedade pós-moderna; ele demonstra a educação, principalmente a utilização da tecnologia na educação contempla uma minoria da população do Brasil, assim como do mundo, “a educação deixa de ser um direito e transforma-se em serviço. Discute sobre o novo paradigma educacional, preparação para o mercado de trabalho, formação para a cidadania crítica, preparação para a participação social, formação ética. Aponta algumas características das atitudes docentes para uma adaptação ao mundo contemporâneo, como a mudança da prática pluridisciplinar para uma interdisciplinar; conhecer estratégias de ensinar a pensar; desenvolvimento da capacidade comunicativa do aluno por meio de um trabalho na sala de aula; investir no atualização ciêntifica, cultural, tecnológica para uma formação continuada; ensinar aos alunos comportamentos éticos, orientar os alunos sobre valores e atitudes em relação a vida como um todo, inclusive a si próprio.
Tarefas esses que não excluem a necessidade do profissional da educação, tampouco da escola, na realidade reforçam a presença destes no desenvolvimento de funções cognitivas e de afetivas que auxiliarão o dicente a estabelecer significados às informações recebidas das várias direções existentes deste mundo informacional. Ele não esconde os problemas enfrentados pela educação, o caminho é árduo para a educação, seus teóricos e profissionais, mas não está sentenciada a morte pela tecnologia e facilidade de receber informações, conhecimentos do mundo contemporâneo.